Haiti 0-1 Escócia: McGinn faz história e garante triunfo escocês na estreia no Mundial 2026

A Escócia venceu o Haiti por 1-0 na estreia no Mundial 2026. John McGinn marcou o único golo da partida e garantiu a primeira vitória escocesa em Campeonatos do Mundo desde 1990.

Além dos 90

6/14/20263 min ler

A estreia de Haiti e Escócia no Mundial 2026 representava muito mais do que apenas a primeira jornada do Grupo C. Para os haitianos, tratava-se do regresso ao maior palco do futebol mundial mais de cinco décadas depois da sua única participação anterior, em 1974. Para os escoceses, era o regresso a uma fase final do Campeonato do Mundo após 28 anos de ausência e a oportunidade de quebrar uma série de décadas sem vitórias na competição.

No final dos noventa minutos, foi a Escócia quem saiu a sorrir graças ao triunfo por 1-0, construído com muito sofrimento, enorme espírito de sacrifício e um momento decisivo de John McGinn. O capitão escocês marcou o único golo da partida e escreveu o seu nome na história ao oferecer à Escócia a primeira vitória num Mundial desde 1990.

A partida começou com uma Escócia determinada a assumir o controlo da posse de bola. A equipa orientada por Stephen Clarke procurava explorar os corredores laterais através de Andy Robertson e Ben Doak, enquanto Scott McTominay e Lewis Ferguson tentavam impor o seu ritmo no meio-campo.

O Haiti, por sua vez, apresentou uma postura muito organizada. A seleção caribenha mostrou personalidade, não se limitando a defender e procurando explorar a velocidade dos seus homens mais adiantados sempre que recuperava a posse de bola. Durante largos períodos da primeira parte, os haitianos conseguiram equilibrar as operações e dificultar a construção ofensiva escocesa. A resistência haitiana acabaria por ser quebrada aos 28 minutos. Depois de uma boa jogada ofensiva da Escócia, Johny Placide ainda respondeu com uma defesa importante a um remate de Che Adams. No entanto, a bola sobrou para John McGinn, que aproveitou a recarga para fazer o 1-0. O lance sofreu ainda um desvio que traiu o guarda-redes haitiano e colocou os escoceses em vantagem.

O golo trouxe maior confiança à Escócia, mas não retirou ambição ao Haiti. A equipa orientada por Sébastien Migné continuou a procurar espaços e conseguiu criar alguns momentos de perigo, sobretudo através da mobilidade dos seus avançados.

Na segunda parte, o encontro tornou-se mais aberto. O Haiti arriscou mais e empurrou a Escócia para trás em vários momentos. Apesar de não ter produzido uma avalanche de oportunidades claras, conseguiu aproximar-se com frequência da área escocesa e obrigou a defesa britânica a manter níveis elevados de concentração até ao apito final.

A Escócia respondeu através da experiência dos seus jogadores mais influentes. McGinn continuou a liderar a equipa, enquanto Robertson assumiu um papel fundamental na gestão dos momentos defensivos. O guarda-redes Angus Gunn transmitiu segurança sempre que foi chamado a intervir e acabou por ser uma peça importante na preservação da vantagem mínima.

Nos minutos finais, o Haiti lançou tudo o que tinha em busca do empate. Frantzdy Pierrot dispôs de uma das melhores oportunidades da equipa caribenha já perto do final, mas a defesa escocesa conseguiu resistir à pressão e assegurar os três pontos.

Com esta vitória, a Escócia assumiu provisoriamente a liderança do Grupo C, beneficiando também do empate entre Brasil e Marrocos. O resultado coloca os escoceses numa posição privilegiada para sonhar com uma histórica qualificação para a fase seguinte. Já o Haiti saiu derrotado, mas deixou sinais positivos. A organização coletiva, a entrega dos seus jogadores e a capacidade para discutir o jogo durante grande parte do encontro demonstraram que a seleção caribenha não será um adversário fácil para ninguém neste grupo.

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