Países Baixos 2-2 Japão: Kamada trava vitória neerlandesa nos minutos finais
Japão e Países Baixos empataram 2-2 num dos bons jogos do Mundial 2026. Van Dijk e Summerville marcaram para os neerlandeses, mas Nakamura e Kamada garantiram um ponto precioso para os japoneses.
Além dos 90
6/14/20262 min ler


Países Baixos e Japão protagonizaram um dos encontros mais emocionantes deste arranque do Mundial 2026, empatando 2-2 num duelo intenso e repleto de mudanças de rumo. A seleção neerlandesa esteve duas vezes em vantagem e parecia encaminhada para conquistar os três pontos, mas a resistência japonesa voltou a fazer a diferença e acabou por ser recompensada com um empate dramático nos instantes finais da partida.
Depois de uma primeira parte equilibrada e com poucas ocasiões claras, o encontro ganhou outra vida após o intervalo. Os Países Baixos entraram mais fortes e chegaram ao golo aos 51 minutos, quando Virgil van Dijk apareceu na área para finalizar de cabeça e colocar a sua equipa na frente do marcador. O capitão neerlandês voltou a demonstrar a importância que tem tanto defensivamente como nas bolas paradas ofensivas.
A resposta japonesa não demorou. Apenas seis minutos depois, Keito Nakamura aproveitou uma das melhores jogadas da seleção asiática para restabelecer a igualdade. O extremo japonês foi uma ameaça constante ao longo de toda a partida, explorando os espaços deixados pela defesa neerlandesa e oferecendo profundidade sempre que o Japão conseguia sair para o ataque.
O empate não abalou os neerlandeses, que continuaram a assumir o controlo do jogo. Aos 64 minutos, Crysencio Summerville assinou um excelente golo e voltou a colocar os Países Baixos em vantagem. Nessa fase do encontro, a equipa orientada por Ronald Koeman parecia ter o resultado sob controlo e geria a posse de bola com relativa tranquilidade.
Contudo, o Japão nunca desistiu. Mesmo perante um adversário teoricamente superior, os japoneses mantiveram-se organizados, competitivos e acreditaram até ao último instante. Essa persistência acabou por ser premiada aos 89 minutos, quando Daichi Kamada surgiu no sítio certo para fazer o 2-2 e silenciar os adeptos neerlandeses. O golo surgiu numa fase em que a pressão japonesa já era evidente e acabou por premiar a coragem da equipa asiática nos minutos finais.
O empate deixa tudo em aberto no Grupo F e mostra desde já o equilíbrio que poderá marcar a luta pelo apuramento. Os Países Baixos revelaram qualidade ofensiva e capacidade para criar oportunidades, mas voltaram a demonstrar algumas fragilidades defensivas nos momentos decisivos. Já o Japão saiu do encontro reforçado pela personalidade demonstrada e pela capacidade de recuperar duas vezes de uma situação de desvantagem.
Keito Nakamura, o motor do Japão
Embora Daichi Kamada tenha marcado o golo decisivo do empate, Keito Nakamura foi a grande figura da seleção japonesa. O extremo não só apontou o primeiro golo da equipa como também desempenhou um papel fundamental na transição ofensiva, criando desequilíbrios constantes e obrigando a defesa neerlandesa a permanecer em alerta durante todo o encontro. Teve também papel importante no processo defensivo, pois foi-lhe incumbida a missão de fechar o corredor esquerdo quando o Japão não tinha a bola, algo que ele fez com bastante acertividade.
A sua influência foi muito além do golo marcado. Nakamura foi um dos principais responsáveis por acelerar o jogo japonês nos momentos em que a equipa precisava de reagir, oferecendo profundidade, velocidade e criatividade no último terço. Num encontro de enorme intensidade, foi o jogador que melhor simbolizou a capacidade de resistência e a ambição do Japão, acabando por ser uma das figuras mais marcantes de um dos melhores jogos do Mundial até ao momento.
